quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Feliz Natal!

"Natal é tempo...
de dar um toque na vida com as cores da esperança,
da fé, da paz e do amor.
Também é tempo de preparar,
em nosso coração e em nosso lar,
um espaço para acolher
as sublimes lições da Sagrada Família de Nazaré
e aceitar as inevitáveis surpresas da vida.

Natal é tempo...
de olhar para o céu,
encantarmo-nos com a luz das estrelas
e seguir a estrela-guia.
É tempo abençoado de dar mais atenção
à criança que mora em cada um de nós
e às que encontramos em nosso peregrinar,
à procura do caminho que nos leva ao Deus-Menino.

Natal é tempo...
de mais uma vez ouvir, acolher
e repetir a mensagem alegre dos Anjos de Deus.
É tempo de acalentar sonhos de harmonia e paz e,
olhando para os “anjos aqui na Terra”,
dar a nossa contribuição,
para tornar este nosso espaço
um pouco mais parecido com o Céu.

Natal é tempo...
de contemplar o Menino Jesus e Sua Mãe
e envolvermo-nos em silêncio orante.
É tempo de agradecer as manifestações de Deus
e deixarmo-nos extasiar por esse Divino Amor que,
na fragilidade de uma Criança, nos braços de Maria,
veio iluminar nossa fé.

Natal é tempo...
de olhar para o mundo, alimentar a chama do amor
e apreciar o milagre da vida.
É tempo de seguir com atenção
e humildade os passos dos pastores
e os daqueles que têm coração simples e,
em gestos de ternura,
sintonizar mentes e aconchegar corações.

Natal é tempo...
de pensar no irmão próximo e distante
e de colaborar para o renascer do amor.
É tempo de, amorosamente, recompor a vida,
perdoar e abraçar, com a ternura
e a misericórdia do Coração de Deus,
os registros de nossa infância e dos anos que já vivemos.

Na jubilosa esperança do Natal de Jesus Cristo,
estejamos atentos para perceber
e realizar o bem que estiver ao nosso alcance
e sermos um compreensível eco da mensagem de paz
daquela noite em que, gerado por obra do Espírito Santo,
de Maria nasceu o Salvador."

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Quem foi Zeferino Galvão?

"Zeferino Cândido Galvão Filho (Sinhozinho), nasceu na Fazenda Olho d'Água, município de Brejo da Madre de Deus, em 09 de maio de 1864. Filho do Capitão Zeferino Cândido Galvão e Dona Francisco de Franca Tores. Do casal nasceram, além de Zeferino, mais sete filho: Liberato, Olívia, Vespasiano, Flora, Hidelbrando, Cícero e Pacífico. Zeferino conviveu com mais 03 (três) irmãos, filhos do 1º casamento de seu pai: Dorindo, Rudezina e Juvêncio. Foram seus avós paternos Belchior Leite do Amaral e Dona Maria Querubina da Fonseca Galvão, que residiam na Fazenda Capivara, em Pesqueira. Criou-se Zeferino num ambiente de trabalho, vendo seu pai manejando diariamente ferramentas de ferreiro e de carpinteiro. 

Em maio de 1870, aos 06 (seis) anos de idade, a família de Zeferino mudou-se para Pesqueira, exatamente numa quarta-feira, ao cair da tarde. Foi em Pesqueira que viu pela primeira vez, um mercado e uma feita. A partir daí, instalou-se definitivamente naquela que seria sua "cidadezinha", desejando que ali seus restos mortais fossem sepultados.

Com 18 (dezoito) anos de idade, Zeferino recebe um convite do Sr. João Gomes Coimbra, que havia sido seu professor em Pesqueira, para ir trabalhar como censor e, posteriormente, como professor das línguas português e Franciês, no Instituto Acadêmico, regido pelo matemático Dr. José Ferreira da Cruz Gouveia, no velho sobrado da antiga Rua do Sebo, atual Rua Barão de São Borja, no Recife... durante toda a viagem, sonhava que seria Bacharel em Direito, Magistrado, Professor da Faculdade de Direito e até Chefe de Polícia. No mesmo dia em que chegou ao Recife, soube que fora enganado por seu professor em Pesqueira. O ordenado era de $ 10.000,00 mil réis por mês; a cama que lhe deram para dormir, mal o cabia e o travesseiro era feito por ele próprio, com uma pilha de livros; lavagem de roupa por sua conta.

Foi nomeado professor do Colégio Pernambucano (Rua da Aurora), tendo como alunos, entre outros, o Cel. Adalberto Cavalcanti de Freitas, Padre Joaquim Elísio e o Historiador José de Almeida Maciel. 

Um dia pensou: Antes a morte que semelhante vida. Voltou para sua cidadezinha, seguindo o provérbio: "na terra da a gente a dor dói menos". Chegando em Pesqueira, fundou uma escola particular na Fazenda Cacimbão, que era frequentada pelas crianças das famílias da redondeza. A Escola teve algum sucesso e alunos que se tornaram ilustres: João Camilo Valença (Janja), Desidério Alves da Silva Valença, Adolfo e José Cordeiro Valença, Elias Cordeiro de Farias, José Odilon Filho, José de Almeida Cavalcanti, Hermógenes Galvão e seus irmãos.
Escritor, romancista, poeta, dicionarista, filósofo, historiador, lexicógrafo, cronista, professor, tipógrafo, jornalista e poliglota. Zeferino aprendeu em sua 'cidadezinha' Pesqueira, entre outros conhecientos, à sua própria custa, sem ter ninguém para ajudá-lo, latim, francês, italiano, espanhol, eslavo e esperanto.
Zeferino Galvão prestou relevantes serviços à comunidade pesqueirense. Foi o professor público, abriu um curso de ensino secundário, foi arquivista de correio, arquivista do Conselho Municipal, Secretário de Educação da Prefeitura de Pesqueira. Foi também Conselheiro Municipal no período legislativo de 1916 a 1919, e ainda delegado de Polícia de Pesqueira.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Histórico - Fundação de Cultura Zeferino Galvão

Criada pelo Decreto Municipal Nº 154 / 94 de 25 de novembro de 1994 e alterado pelo Decreto Munipal Nº 176 / 95 de 18 de agosto de 1995, a Fundação de Cultura Zeferino Galvão teve sua primeira reunião ordinária dia 23 de dezembro de 1994, no Salão Auditório da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes do Município de Pesqueira. Como primeiro presidente, o professor Oswaldo Bezerra de Oliveira iniciou um trabalho de expansão da cultura pesqueirense (principalmente) e como primeira missão, nada mais proveniente propagar o Estatuto da Fundação de Cultura Zeferino Galvão, bem como seus objetivos que devem nortear as ações desta.

A Fundação tem como compromisso, desenvolver e exercer a política cultural do município de Pesqueira, e por finalidade o incentivo à cultura e à preservação da memória e dos monumentos históricos e artísticos do município.